Antes escrevia para minhas amigas
Hoje escrevo para ela
Como uma redoma em rodela
Onde o centro e as pontas não são inimigas
Como uma moeda
Tem seu valor
Impresso no labor
O valor dela, escrevo no poema
-parece um dilema!
Escrever para ela
Cada palavra dela
Uma cantiga bela.
Imagine um espaço sem luz
Sem brilho, sem cor, nem contraste
Meus poemas eram como um Traste
Depois delas, minha inspiração reluz
Era, então, preto e branco
Com tons de cinza
Claros e escuros
Pontos negros num fundo branco
O Negri era eu e e a luz, elas.
Não eram redomas, nem rodelas
Eram poemas expressos nelas
Hoje meu mundo tem cor
Tem o azul, tem o verde, tem o amor
Como um toque de um artista
Que sutil toca minha vida
Ela, aos poucos, se tornou o que faltava
Ocupou o lugar vazio e o que já estava
Ocupado, guardado, separado
Agora é colorido como um quadro
Cor. Cor. Cores
Redoma de amores
Com a porta aberta
O coração acerta
Depois dela,
Antes dela
O centro não existia
E agora existe
Mauricio Caldeira Filho
Um pequeno espaço dentro de um universo infinito. Ás vezes desbotado Muitas vezes colorido Amado, quem define o Amor? Reciprocidade, aguarde, sempre terá.
domingo, 8 de janeiro de 2017
sábado, 7 de janeiro de 2017
Um laço do teu mundo, os cachos
Sinceramente
Arduamente
Minha mente
Se perde em cachos
Pode ser mais um laço
Que nasce do embaraço
Do alvoroço
Do caroço
Arduamente quando se sente
Os passos se mudam
Se mutam, se ralam
E falando alto na mente
Sinceramente, se perde em cachos
Os olhos carentes
Feitos em fontes de riachos
Permeados em Água, amores latentes
Que alvoroço, que vastidão
Esses teus laços, em sua mão
Que raso!! Mais profundo
Teus cachos, teus belos, teu mundo
Embaraçateado, seria eu.
Olhando esses laços
Uma dádiva do amor teu
Que limpa e lava os teu belos cachos
Mauricio Caldeira Filho
quarta-feira, 4 de janeiro de 2017
Antes de ela ser o amor da minha vida, é minha melhor amiga
Deveras antiga
Era cantiga...
Bela poesia...
Era de prosa...
Demais generosa...
Uma pausa[…]
É benigno
É um signo...
Linguístico...
Conversas de Anjos
Felicidade alheia
A Alma permeia...
Amiga, abraço
Laço apertado
Impossível soltar
Caindo as flores
Em tantas essências
Delas, as mais belas
Flores...
Em cores..
Uma flor...
Tudo darei
Em jardins, amei
A Chuva veio
Minha amiga
Ontem e hoje...
Te guardarei...
No peito
Regou as flores...
Molhou o chão...
Pelo tempo
Amei-a, Chuva
Ratificando o amor
Apenas doado
Sem trocas
Em verdade...
Meu amor
Permitia a mim
Regar as flores...
Enquanto era seca
É minha amiga,
A melhor delas
É meu amor
Somente ela
Mauricio Caldeira Filho
Uma flor...
Tudo darei
Em jardins, amei
A Chuva veio
Minha amiga
Ontem e hoje...
Te guardarei...
No peito
Regou as flores...
Molhou o chão...
Pelo tempo
Amei-a, Chuva
Ratificando o amor
Apenas doado
Sem trocas
Em verdade...
Meu amor
Permitia a mim
Regar as flores...
Enquanto era seca
É minha amiga,
A melhor delas
É meu amor
Somente ela
quinta-feira, 26 de maio de 2016
Temporal, de tempo!
Está um pura calmaria
Bem-te-vis cantando de alegria
Flores, florescendo a beleza
Um vento tênue afasta a tristeza
Tudo calmo, num dia de primavera
Mas ela de tez tão severa
Veio com verão espalhar assolação
Bem-te-vis assustados cantarão
Mas eu.. ora eu, sendo tão meu
Desposei uma bela cadeira de embalar
Deitei, embalei e pensei. Amor meu...
Acabou de chegar
Aliviei, um primeiro lençol peguei
Muita chuva, muitas águas escorreram
Algumas árvores desabaram, outras eu plantei
Os menos apaixonados se esconderam
Eu, mas eu... ora eu, sendo tão teu
Observava átono, toda a destruição
Mas era eu, sendo tão eu
Bagunçava-me aquele derradeiro
Amava eu aquele desmantelo
Mas me apaixonava por inteiro
Deleitei-me, na minha única frase
"Só posso parar e apreciar a beleza
de toda essa bagunça que ela me causa"
Deitei, embalei e pensei. Amor meu...
Acabou de chegar.
Mauricio Caldeira Filho
~APK
sexta-feira, 4 de março de 2016
São flores, as mais belas flores.
Amores...
inventados, reinventados.
Amor de garagem,
com rodinhas e muleta,
Guardados num cofre
ou numa maleta.
Amores...
de historias, fofocas e valetas,
Amores..
de cova rasa ou caverna sem fundo.
Amores...
de rajada e tempestade.
Trovoadas e ventanias.
Amores...
de caras, bocas e companhias
Poderia dizer que são mais de um.
Mas todos são só para uma.
Mauricio Caldeira Filho
inventados, reinventados.
Amor de garagem,
com rodinhas e muleta,
Guardados num cofre
ou numa maleta.
Amores...
de historias, fofocas e valetas,
Amores..
de cova rasa ou caverna sem fundo.
Amores...
de rajada e tempestade.
Trovoadas e ventanias.
Amores...
de caras, bocas e companhias
Poderia dizer que são mais de um.
Mas todos são só para uma.
Mauricio Caldeira Filho
Um pássaro que cantava o amor.
Olha...
Pensa muito bem
Aguarde o tempo também
Mas saiba da escolha
Hoje vi um pássaro cantar
Preso num ninho de isopor
Aquecido nos lençóis do labor
Ouvir seu canto foi despertar.
Mas pera.... pense bem
Que mal tem esse bem?
Um ninho de galhos cantou
A meus ouvidos encantou
Mas...
Porém...
Como posso dizer amém
Se, num se, existe um Ademas?
Pense... pense muito
Muito bem
Nem sempre amar escolhe alguém.
Um canto... um olhar
Queria poder ver sem cantar
Cantarolando juras
De um amor de brilho
Ah... como eram versos
Aqueles ninhos di-versos
Aquele pássaro a cantar
Cheguei até era o nome dela...
Que ele não se cansava de falar
Olhei...
No tempo pensei bem.
Talvez...
Nunca existiu pássaro.
O pássaro quem era eu
Meu canto era você
O ninho nossa casa
E os versos nosso amor.
Mauricio Caldeira Filho.
segunda-feira, 9 de novembro de 2015
O Anunciar de um Suicídio
Preparem-se a partir de hoje, eu
não serei mais eu, serei então
uma estrela no céu
que brilhará como uma noiva e seu véu
preparem-se meus amigos de plantão
a partir de hoje os eus, não mais existirão
ganhará o céu uma nova constelação
Agucem os ouvidos, pois ouvirão rugidos
será o de uma bola de fogo
que cruzará o céu de novo
preparem-se meus familiares
a partir de hoje
não serei mais reconhecido
nem tão pouco esquecido
talvez um pouco entorpecido
preparem-se os coveiros
porque receberam mais um hóspede
que não se hospeda de graça
nem tão pouco sorri da desgraça
gritem de horrores
porque no mundo só há dores
preparem-se ó cidade
o último cortejo há de passar
não perca o tempo
mais uma estrela o céu irá ganhar
a partir de hoje.
...preparem-se...
Mauricio Caldeira Filho
não serei mais eu, serei então
uma estrela no céu
que brilhará como uma noiva e seu véu
preparem-se meus amigos de plantão
a partir de hoje os eus, não mais existirão
ganhará o céu uma nova constelação
Agucem os ouvidos, pois ouvirão rugidos
será o de uma bola de fogo
que cruzará o céu de novo
preparem-se meus familiares
a partir de hoje
não serei mais reconhecido
nem tão pouco esquecido
talvez um pouco entorpecido
preparem-se os coveiros
porque receberam mais um hóspede
que não se hospeda de graça
nem tão pouco sorri da desgraça
gritem de horrores
porque no mundo só há dores
preparem-se ó cidade
o último cortejo há de passar
não perca o tempo
mais uma estrela o céu irá ganhar
a partir de hoje.
...preparem-se...
Mauricio Caldeira Filho
segunda-feira, 20 de fevereiro de 2012
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