Um dia voltando do trabalho
Avistei uma loja, nesta vi uma flor.
Ao fundo vi uma figura de dor
Mas nunca perdia um retalho
No mesmo horário, no outro dia
Não a vi novamente
Pensei "estaria ela pendente?"
Olhei no alto, ela pendia
Num buquê, ela no centro
Sua beleza por dentro
De dentro era bem vista
Tomou o destaque de vista
Aquela dor que via
Era apenas as vias
De um amor infantil
Que ardia num solo fértil
Naquele dia, avistei seu nome
Enfeitado no meu pensamento
A rosa que muito pendia
E o amor que no meu peito ardia
Tu eras a flor que se destacava
Na medida que eu amava
O infinito não bastava
Eras só tu, nesse buquê
Que enfeitava e alegrava
Aquela minha vida
Muito corrida
Naquele dia...
Aquele dia
Percebi que era o tempo
Não dedicado
Que a fez murchar
Mas pelo tanto que eu amava
Parei... tirei tudo o que tinha
Pus aquela bela flor no centro
E com seu nome decorei
Aquele dia... esse dia
Foi o dia que ouvi
A única palavra que mudaria tudo
A única que daria nome a esse poema
Perguntei-te com muito prazer
Aceita? com brilho nos olhos
Tive a mais bela resposta
Deseja casar comigo?
Mauricio Caldeira Filho
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