domingo, 26 de fevereiro de 2017

Semear


Semearemos a discórdia e o caos
Vaguearemos de canoas e naus
Atiçaremos a dor e a penúria
Limparemos das vagas a luxúria

É do ar em amargura
Rés da dor que é mais pura
A paz... A dor que se perdura
"com a luz que já não fulgura"


Ele disse:
- Fúria, Fúria
No naus que já tem fundura

Semeador da discórdia e do caos
São os guardadores da paz
Que mesmo que seja em tempo
A rima já não se mais desfaz

Respondeu:
- Fúria, Fúria
Essa dor que já não fulgura

Repetiu a dor de um silêncio

-Amargura.

O amargo da saliva corta o doce
De um olhar destruidor
Ele respondeu:
-Fúria, Fúria...

Esse olhar que já não me tortura.

Mauricio Caldeira Filho

quarta-feira, 8 de fevereiro de 2017

Antes da amizade, se era o amor.

Deveras antiga
Era cantiga...

Bela poesia...
Era de prosa...
Demais generosa...

[...]Uma pausa[…]

É benigno
É um signo...
É Amor...

Conversas de Anjos
Felicidade alheia
A Alma permeia...

-Amiga, abraço!
Laço apertado...
Impossível desatar

Caindo as flores
Em tantas essências
Delas, a mais intensa

Flores...
Uma flor...
Tudo darei
Em jardins que amei

[…]ó Liberdade[…]
Ah… - um suspiro..

A Chuva veio
Minha amiga...
Ontem e hoje...

Te guardei...
No peito
Regaste as flores...
Molhaste o razão...

Pelo tempo
Amei-a, ó Chuva
Ratificando o amor
Apenas doado

Sem trocas
Em verdade...
Meu amor..

Permitia a mim
Regar as flores...
Enquanto era seca


É minha amiga,
A melhor delas
É meu amor
Somente dela


[…] A paz[…]
Ah… -um suspiro.
Amar é a solução.
Respira fundo
Meu coração!

Mauricio Caldeira Filho

terça-feira, 10 de janeiro de 2017

Cheguei

Fiz esse poema no dia que conhecia a KarolinA Ribeiro. Quando a conheci um sentimento novo invadiu-me, por isso o título "cheguei" como se viesse numa cesta, a cesta da felicidade. 



Cheguei, não pedindo passagem
Nem forcando margem
Nem cheguei chegando
Nem vim andando

Cheguei, apenas
Andei em penas
Com passos suaves
Com gestos afáveis

Um pouco de rima
Trouxe
Para comer, a lima
Afrouxe

Que doce!
Cheguei, apenas
Pedindo dezenas
De o que fosse

Um pouco de coração
Um punhado de pão
Um pouco de emoção
E uma pitada de satisfação

Cheguei trazendo pouco
Um punho para sair no soco
Mentira! 
É um coração que não ama pouco
Mas que não vem do sufoco

Um pouco de açucar
Um pouco de pão
Um muito de amor no coração
Um pouco de tudo, tudo para se dar

Talvez o mais importante
Seja o pão
(Tem mais rima) certo, não?
Um pouco maravilhante

O pão
Engorda
A fome enforca
E nos deixa feliz

Cheguei com pão
Com comida da paixão
Com amor no coração
Com tudo que há de bão

Não falei?
Tudo rima com pão
Até aquilo lá, que só se faz com a mão.
"Escrever com carinho o que já te dei"


Mauricio Caldeira Filho

segunda-feira, 9 de janeiro de 2017

Aceito

Um dia voltando do trabalho
Avistei uma loja, nesta vi uma flor.
Ao fundo vi uma figura de dor
Mas nunca perdia um retalho

No mesmo horário, no outro dia
Não a vi novamente
Pensei "estaria ela pendente?"
Olhei no alto, ela pendia

Num buquê, ela no centro
Sua beleza por dentro
De dentro era bem vista
Tomou o destaque de vista

Aquela dor que via
Era apenas as vias
De um amor infantil
Que ardia num solo fértil

Naquele dia, avistei seu nome
Enfeitado no meu pensamento
A rosa que muito pendia
E o amor que no meu peito ardia

Tu eras a flor que se destacava
Na medida que eu amava
O infinito não bastava
Eras só tu, nesse buquê

Que enfeitava e alegrava
Aquela minha vida
Muito corrida
Naquele dia...

Aquele dia
Percebi que era o tempo
Não dedicado
Que a fez murchar

Mas pelo tanto que eu amava
Parei... tirei tudo o que tinha
Pus aquela bela flor no centro
E com seu nome decorei

Aquele dia... esse dia
Foi o dia que ouvi
A única palavra que mudaria tudo
A única que daria nome a esse poema

Perguntei-te com muito prazer
Aceita? com brilho nos olhos
Tive a mais bela resposta
Deseja casar comigo?


Mauricio Caldeira Filho

domingo, 8 de janeiro de 2017

E é só dela

Antes escrevia para minhas amigas
Hoje escrevo para ela
Como uma redoma em rodela
Onde o centro e as pontas não são inimigas

Como uma moeda
Tem seu valor
Impresso no labor
O valor dela, escrevo no poema

-parece um dilema!
Escrever para ela
Cada palavra dela
Uma cantiga bela.

Imagine um espaço sem luz
Sem brilho, sem cor, nem contraste
Meus poemas eram como um Traste
Depois delas, minha inspiração reluz

Era, então, preto e branco
Com tons de cinza
Claros e escuros
Pontos negros num fundo branco

O Negri era eu e e a luz, elas.
Não eram redomas, nem rodelas
Eram poemas expressos nelas

Hoje meu mundo tem cor
Tem o azul, tem o verde, tem o amor
Como um toque de um artista
Que sutil toca minha vida

Ela, aos poucos, se tornou o que faltava
Ocupou o lugar vazio e o que já estava
Ocupado, guardado, separado
Agora é colorido como um quadro

Cor. Cor. Cores
Redoma de amores
Com a porta aberta
O coração acerta

Depois dela,
Antes dela
O centro não existia
E agora existe

Mauricio Caldeira Filho

sábado, 7 de janeiro de 2017

Um laço do teu mundo, os cachos

Sinceramente                         
Arduamente                         
Minha mente                         
Se perde em cachos


Pode ser mais um laço                         
Que nasce do embaraço                         
Do alvoroço                         
Do caroço


Arduamente quando se sente
Os passos se mudam
Se mutam, se ralam
E falando alto na mente


Sinceramente, se perde em cachos
Os olhos carentes
Feitos em fontes de riachos
Permeados em Água, amores latentes  


Que alvoroço, que vastidão
Esses teus laços, em sua mão
Que raso!! Mais profundo
Teus cachos, teus belos, teu mundo
                    
Embaraçateado, seria eu.
Olhando esses laços
Uma dádiva do amor teu
Que limpa e lava os teu belos cachos


Mauricio Caldeira Filho

quarta-feira, 4 de janeiro de 2017

Antes de ela ser o amor da minha vida, é minha melhor amiga


Deveras antiga
Era cantiga...

Bela poesia...
Era de prosa...
Demais generosa...

Uma pausa[…]

É benigno
É um signo...
Linguístico...

Conversas de Anjos
Felicidade alheia
A Alma permeia...

Amiga, abraço
Laço apertado
Impossível soltar

Caindo as flores
Em tantas essências
Delas, as mais belas

Flores...
Em cores.. 
Uma flor...
Tudo darei
Em jardins, amei

A Chuva veio
Minha amiga
Ontem e hoje...

Te guardarei...
No peito
Regou as flores...
Molhou o chão...

Pelo tempo
Amei-a, Chuva
Ratificando o amor
Apenas doado

Sem trocas
Em verdade...
Meu amor

Permitia a mim
Regar as flores...
Enquanto era seca

É minha amiga,
A melhor delas
É meu amor
Somente ela

 
Mauricio Caldeira Filho

quinta-feira, 26 de maio de 2016

Temporal, de tempo!


Está um pura calmaria
Bem-te-vis cantando de alegria
Flores, florescendo a beleza
Um vento tênue afasta a tristeza

Tudo calmo, num dia de primavera
Mas ela de tez tão severa
Veio com verão espalhar assolação
Bem-te-vis assustados cantarão

Mas eu.. ora eu, sendo tão meu
Desposei uma bela cadeira de embalar
Deitei, embalei e pensei. Amor meu...
Acabou de chegar

Aliviei, um primeiro lençol peguei
Muita chuva, muitas águas escorreram
Algumas árvores desabaram, outras eu plantei
Os menos apaixonados se esconderam

Eu, mas eu... ora eu, sendo tão teu
Observava átono, toda a destruição
Mas era eu, sendo tão eu

Bagunçava-me aquele derradeiro
Amava eu aquele desmantelo
Mas me apaixonava por inteiro

Deleitei-me, na minha única frase
"Só posso parar e apreciar a beleza
de toda essa bagunça que ela me causa"

Deitei, embalei e pensei. Amor meu...
Acabou de chegar.


Mauricio Caldeira Filho
~APK

sexta-feira, 4 de março de 2016

São flores, as mais belas flores.

Amores...
     inventados, reinventados.

Amor de garagem,
     com rodinhas e muleta,

Guardados num cofre
      ou numa maleta.

Amores...
      de historias, fofocas e valetas,

Amores..
       de cova rasa ou caverna sem fundo.

Amores...
      de rajada e tempestade.
      Trovoadas e ventanias.

Amores...
      de caras, bocas e companhias

Poderia dizer que são mais de um.
Mas todos são só para uma.

Mauricio Caldeira Filho

Um pássaro que cantava o amor.

Olha...
Pensa muito bem
Aguarde o tempo também
Mas saiba da escolha

Hoje vi um pássaro cantar
Preso num ninho de isopor
Aquecido nos lençóis do labor
Ouvir seu canto foi despertar.

Mas pera.... pense bem
Que mal tem esse bem?
Um ninho de galhos cantou
A meus ouvidos encantou

Mas...
Porém...
Como posso dizer amém
Se, num se, existe um Ademas?

Pense... pense muito
Muito bem
Nem sempre amar escolhe alguém.

Um canto... um olhar
Queria poder ver sem cantar 
Cantarolando juras
De um amor de brilho

Ah... como eram versos
Aqueles ninhos di-versos

Aquele pássaro a cantar
Cheguei até era o nome dela...
Que ele não se cansava de falar

Olhei...
No tempo pensei bem.
Talvez...
Nunca existiu pássaro.

O pássaro quem era eu
Meu canto era você
O ninho nossa casa
E os versos nosso amor.


Mauricio Caldeira Filho.

segunda-feira, 9 de novembro de 2015

O Anunciar de um Suicídio

Preparem-se a partir de hoje, eu
não serei mais eu, serei então
uma estrela no céu
que brilhará como uma noiva e seu véu
preparem-se meus amigos de plantão
a partir de hoje os eus, não mais existirão
ganhará o céu uma nova constelação

Agucem os ouvidos, pois ouvirão rugidos
será o de uma bola de fogo
que cruzará o céu de novo
preparem-se meus familiares
a partir de hoje
não serei mais reconhecido
nem tão pouco esquecido
talvez um pouco entorpecido
preparem-se os coveiros
porque receberam mais um hóspede
que não se hospeda de graça
nem tão pouco sorri da desgraça
gritem de horrores
porque no mundo só há dores
preparem-se ó cidade
o último cortejo há de passar
não perca o tempo
mais uma estrela o céu irá ganhar
a partir de hoje.
                                                               ...preparem-se...


Mauricio Caldeira Filho

quarta-feira, 4 de janeiro de 2012

A Dor








"As vezes da vontade de jogar tudo pro alto, e fazer valer a pena, sem se importar com o que pode acontecer. Agarrar a oportunidade de abraçar, beijar, sorrir, fazer sorrir. Sendo instantâneo, pelo somente fato de estar amando alguém" - Mauricio Caldeira

terça-feira, 3 de janeiro de 2012

Um mundo que achei.

Encontrei o mundo para me perder
Me perdi no mundo para te encontrar
Te encontrei mas acho que vou te perder
Não sou digno de te Amar

Encontrei no mundo o jardim de perdição
Mas nele nunca me perdi,
Era Seu perfume que me dava a direção
Levando-me ao infinito desse jardim

Pedi aos céus poder te amar
Mas, não sou digno do seu amor
No infinito desse Jardim
E seu amor não querer dar pra mim

Encontrei o mundo para me perder
Te encontrei para me encontrar
Aqui suas falhas são as peças
Que completam meu quebra cabeça.
 

Mauricio Caldeira Filho

terça-feira, 20 de dezembro de 2011

Às vezes...

" As vezes a vontade de te abraçar é tão grande que chego a esquecer como se faz isso, num levante de emoções quase incontroláveis". - Mauricio Caldeira Filho

sexta-feira, 22 de julho de 2011

Princesa Bela

Linda princesa
Beleza nata, da mãe natureza
Na sua grande Amazônia
Nasce uma grande beleza

Mistura rara, e pura
Com um grande toque de doçura
Misturou seus óleos e trouxe
O mas perfumante azeite

Banhada por águas colossais
Avivou sua beleza majestosa
Beleza invejada por outras
Pureza inigualável

Essa é minha Brasileira
Essa é a sua beleza
Não há como comparar
Só essa princesa que está a reinar

Podes muitas nesse mundo existir
Mas não se comparam com a daqui
Tenho orgulho dessa moça
Pois, nenhuma flor se compara

Não se esconde, nem se expõe
Está ali, sempre tão bela
Aquela donzela...
Envolta a magia que sempre a faz bela

O segredo eu não sei
Nem o nome saberei
Mas, princesa levar-te-ei
Dentro do meu coração

Mauricio Caldeira Filho

sexta-feira, 13 de maio de 2011

Laura



Clara como a noite, e tão escura quanto o dia
Comparação boba sem uma noção correta
Sou um seu pensante que erra.
Um ser errante. Vou errando tentando não errar

Laura?
Cadê, que fazes de meu erro um acerto
Enche-me com suas palavras, que me fazem acertar
Um alvo que não vejo, onde estas tu?

Tão distante que eu não posso ver
Mas tão perto que eu posso senti-la
Sentir sem fôlego ofegante
Der sua caminha, até aqui

Tão longa foi que nem vê-la, vi
Tão lenta que minhas lembranças esconderam o tempo
E o me lembrava da sua voz.
Que me encantava, me hipnotizava e por fim me adormecia

Onde está tu Laura?
Não sei, se ainda estou a tua procura
Mas sei que voltarei, 
Para onde conversamos pela primeira vez

Mas Laura tu me encontrará novamente?
Fica no pensamento.

Mauricio Caldeira Filho

domingo, 20 de março de 2011

Amor Ardente

Amor ardente, sóbrio
Tão quente, arde
No meu peito nobre
Vento que sopra pelo norte
                   amor sentido
Versos por mim feito
                   por mim ouvido
Tão bem feitos
Não sei se ainda sinto
                   aquele vento forte
Que sopra lá do norte
Trazendo o amor
Eu ainda vivo
                  correndo ao vento
Sentindo-me lento
Querendo amar
 

Mauricio Caldeira Filho

Rios de Amor

Guia-me pois a ti quero encontrar
Despejo em ti meu amor
Ardente amor, arde como fogo

Não dói, pois estou extasiado.
Olhar vibrante, uma voz tão linda
Como posso resistir?...

Não vou resistir, quero me entregar
Me jogar num rio de amor.
Um Rio que o nome eu não sei

Com muita vida
Um rio puro como você
De água cristalinas
Tão belo esse rio
A sua imagem vejo refletida
O seu nome quero Dar
Pois, sempre irei te amar


Mauricio Caldeira Filho