domingo, 20 de março de 2011

Amor Ardente

Amor ardente, sóbrio
Tão quente, arde
No meu peito nobre
Vento que sopra pelo norte
                   amor sentido
Versos por mim feito
                   por mim ouvido
Tão bem feitos
Não sei se ainda sinto
                   aquele vento forte
Que sopra lá do norte
Trazendo o amor
Eu ainda vivo
                  correndo ao vento
Sentindo-me lento
Querendo amar
 

Mauricio Caldeira Filho

Rios de Amor

Guia-me pois a ti quero encontrar
Despejo em ti meu amor
Ardente amor, arde como fogo

Não dói, pois estou extasiado.
Olhar vibrante, uma voz tão linda
Como posso resistir?...

Não vou resistir, quero me entregar
Me jogar num rio de amor.
Um Rio que o nome eu não sei

Com muita vida
Um rio puro como você
De água cristalinas
Tão belo esse rio
A sua imagem vejo refletida
O seu nome quero Dar
Pois, sempre irei te amar


Mauricio Caldeira Filho

Canto Apaixonado

Sinto-me tão pobre
Ouvindo seu canto nobre
Tentando achar onde estas a cantar
Seguindo esse canto lindo.
Não sei onde vou parar
Só quero continuar
Quero sentir bem perto
Esse seu canto belo
Continue a cantar
Eu quero te encontrar
Quero ver-lhe bem de perto
Com esse seu canto belo
Apaixonei-me é certo
Por você que não está perto
Minha rima não é tão boa
Quanto o seu canto Estonteante
Nem minha rima se compara
Com sua voz tão rara
Espero te encontrar
Pois até o fim quero te amar

Autor: Mauricio Caldeira

Meu Verdadeiro Amor

Meus lábios pedem ajuda
Só sua boca tem o socorro
Quero sentir a vida...
Gritar bem alto, me libertar.
Alguns versos sem sentido eu fazia
Procurava algo que à pouco tempo encontrei
Achei sem gritos, e sem discussão
Só uma briga com um perdão
Um simples dia, que o prazer eu tive em acordar
Uma noite linda que despertei
E seu nome pude ver estampado no céu
Uma linda voz eu ouvi no telefone
 

Sem conexão, sem paradeiro
O nosso amor, que nos une
E nunca nos separará
Só me resta aproveitar
Tenho certeza que amar você
Eu vou fazer, até envelhecer

Você ao meu lado a cantar 
Essa música nunca parará

Mauricio Caldeira Filho

Veremos

Vamos ver
O pôr-do-sol trazer o anoitecer
Um sorriso no seu rosto aparecer
Vamos ver
Ver a coragem de um homem
O amor de dois corações
Eu quero enxergar alem do horizonte
Observar os pássaros cantando
Quero sentir, o nosso amor nos possuir
Sentir o som do vento
Pois estou vendo as palmeiras balançarem
Estou vendo... Tudo se fazendo
Se tecendo e surgindo
Tão lindo estou vendo
O nosso amor aparecendo
Tão frágil e forte, tão belo e raro.
 

Mauricio Caldeira Filho

Doce Menina


Oh que menina mas linda
Tão maravilhosa e sutil
Tão bela na sua varanda
Lendo um livro, tão bonito
Tão rígida e manhosa
Tão graciosa e bondosa
Existe alguém que não se parta o coração por ela?
Não sei se vive alguém tão cruel
Só sei que meu coração
Está cobrir com seu véu
Véu branquinho e perfumado
É tão gostoso se abraçado
Nos braços dela quero estar
Ouvindo suas historinhas de ninar
Quero dormir, e ao pé do ouvido sentir
Suas doces palavras eu quero ouvir
 

Mauricio Caldeira Filho

O Meu Frio Amor

Noite temida, destemida
Entrando pela janela
Clareando suas celas
Entrando o ar frio, viu?

Vejo o ar entrar, atrás de mim se esconder
No amanhecer sumira
E não sei o que fará
E só queria saber, se o meu amor leva-te com você

Só queria aceitar, porque você nunca vai estar
Ao meu lado nessa noite
Na minha frente todo dia
Atrás de mim quando desaparecer

Só queria saber, se meu pedido foi aceito
Acho difícil esse pretexto
Eu só queria aceitar
Porque vivo a te amar

Mauricio Caldeira Filho

Esquecido

Oh, se eu pudesse ver
Mas um dia escurecer
Seu eu pudesse enxergar
Sem apenas sonhar

Se pudesse sentir sua presença aqui
Se meu ar permitisse correr
Jogar-me ao vento, no relento
Sair na estrada a cantarolar

Todas suas cantigas de ninar.
Queria poder olhar pra trás
E me lembrar do que passou
Oh, se minhas lembranças voltassem

Se minhas lembranças me ajudasse
Eu lembraria do que esqueci, a força
Lembraria de algum dia que te via
Lembraria do ar quando te fiz chorar

Lembrar-me-ia do frio que te castigava
E eu não lhe socorri.
Esqueci-me do mal que te fiz
Nem lembro dos males que causei

Agora te peço por favor
Pelo meu amor
Volta pra mim
Pelo menos um dia viver em mim.

Mauricio Caldeira Filho

Princesa

Princesa, que me encantou
Quando a vi pensei ser mais uma
Ela me provou que não
Fez-me pensar, como é bom se enganar

Fez de mim seu poeta, seu cantor
Princesa linda, única tão bela
Fez-me suspirar, quando está me chamando
Arranca-me risos, sem perder a graça

Beleza, não só exterior
Parece uma borboleta
Tão linda e cheia de mistérios
Não sei pra onde vai, nem de onde vem

Só queria segui-la
Encontra-la,vê-la
Amizade nossa assim
Verdadeira, novinha com historias sem fim
 

Com uma única trajetória
Ao infinito sem demora
Pois por onde passarmos
Gravaremos no peito

Assim como eu gravei
Em 5 estrofes, nossa trajetória
Gravaremos assim nossas historias
Em milhares de livros, com gloria.
 

Mauricio Caldeira Filho

Retrato

No meu quarto
Na sala, na cozinha
No jantar, feijão
Até se cansar

Fartura, delicias, caricias
Meus olhos que veem
Seus lábios desejam
Minha boca que fala

No retrato se cala
Não quer mas comer
Agora só quer beber
Se embriagar, se encher

Jogar na calçada o pranto
Soltar pros céu o grito
Sem poder falar, um rugido
Sem seu retrato, apenas te digo

Retrato seu tenho guardado
Por muitos anos conservado
Por varias décadas admirado
E só por mim amado

Mauricio Caldeira Filho

domingo, 13 de março de 2011

Alucinação

Quero me livrar desse corpo inútil
Arrancar-me desse sentimento fútil
Me desprender do anoitecer
Livrar-me dessa doença.

Desse ardor, desse fogo
Dessa culpa, sem desculpa
Não me perdoou por viver
Pois, tudo vem pelo amanhecer

Nem a bela vista do jardim
Me livra de algo assim
Nem seu pranto, me da pena
Só sua dor que me vale a pena

Febril estou, minha carne podre
Você está a jogar no lixo da cidade,
Nesse lugar tão deserto. Um bueiro aberto,
Que vai dar em só um lugar...
 

                                                                         ...No lixão do Aurá...
 

Mauricio Caldeira Filho

Realidade

Viu a primeira frase?
Onde a verdade se encontra
Onde a saudade quem ama confronta
E quem ama se ilude ao viver em paz

Sem nunca encontrar a paz
Paz de amar de verdade
Se amado de verdade
Somente a ilusão de amar

Mesmo vivendo na mentira da realidade
Nos campos da felicidade
Encontrar uma flor, traz o amor
Que desfaz toda a dor

A dor causada pela mentira do amor
Que antes era verdade
E agora só é capim
Que ocupa o meu amor sem fim

Mauricio Caldeira Filho

Livro Pequeno

Hoje esta a ler a carta que fiz pra você
Um livro pequeno e humilde.
Um livro forçado, e cheio do meu amor
Livro tão caro e raro, tão vivo sem morte

Livro pequeno, onde disse a você
Disse com palavras minhas
Com palavras soltas
Disse com um ar de orgulho.

Escrevi no êxtase da minha noite
Aonde minhas palavras eram de amor
Amor que aprendi com você
Palavras que sempre direi

Um Eu Te Amo nunca é demais
Pois só isso que eu falei
No meu pequeno livro de amor
Um amor só seu.
 

Mauricio Caldeira Filho

Por você!

Que as asas da morte me levem
Preso na sua garra infiel
Na sua garra que estraçalha minha alma
Alma morta vendida ao vento

Leve-me pra longe, onde já não possa ver
O seu sofrimento sem culpa
A sua dor sem desculpa
Seus olhos a sangrar, o seu sangue derramar

Não aguento ver a seu corpo mutilado
Com as marcas do nosso amor
Amor proibido e cruel
Amor tão grande, e que lhe causou tanta dor

Dor sua não conseguir ver
Essa dor eu queria lhe poupar
Pondo-me em seu lugar
Eu aguentaria sentir

Pois ai seria punido
Por esse amor tão bandido
Por esse amor tão lindo
Por esse amor tão sofrido
 

Aguentaria a forca
Pois, saberia que minha dor foi justa
Justa porque pude ver-te viva
Pois sua vida é nobre e a minha tão pobre

Autor: Mauricio Caldeira

Sonho de Um Dia

Um dia...
Sonhei que eu teu corpo tocava
Um dia...
Sonhei que soua boca um dia beijava-me

Pensei sonhar o real
Pensei sonhar o meu desejo imoral
Sentia sua mão a acariciar meu rosto
Seus belos cabelos a encobrir minha face

Sua beleza a me alucinar na noite
Onde nosso amor se encontrava
O a paz reinava, onde o galo cantava
Marcando a hora do nosso extase

Hora marcada pra parar
Hora marcada para amar
Hora que temia chegar
Hora que demorava a passar
 

Pensamentos perversos eu tenho
De um dia te ter,
Pois nunca mais quero
Te esquecer.

Mauricio Caldeira Filho

Retrato Do Nosso Amor

A verdade que eu vi hoje
E o retrato que está pregado
Na parede do meu quarto
Imóvel, que só estampa a tristeza
 

Tristeza do meu rosto que chora
A beleza que aflora dos rios
Do nosso lindo amor.
Senão existisse essa dor
 

Que teima em separar a flor
Do seu caule, que crime é
Será que um dia voltará
Ou ficarei aqui a esperar

Um dia nosso amor se encontrar
Um dia que nossas bocas se beijarem
Um dia que um abraço não será uma prisão
Um dia que... Será o nosso dia
 

Mas, acho que esse dia não se demora.
Preso no nosso amor,
Acelerado bate o coração de quem chora
Choro eu, posso esse amor sentir,
Sem o perfume apreciar

Mauricio Caldeira Filho

Um Amor Perfeito

No querer, muitos padecem
Chegamos tão longe com eles
Ou acabamos nos afundando
Com eles Desejos nos enganas,

Quando não nos ajudam
Desejos da terra, sem beira, sem ela
Desejos tão belos, quando singelos
Nem sempre belos, quando horríveis
Meus novos ouvidos estão ouvindo o mal

Sem um ar de pecado, nem ar de ternura
Sem uma vida tão dura, nem mesmo Sofrida,
Me afundei no rio do desejo
Rio tão negro, tão imperfeito

Onde minha perfeição é você
Perfeição tão meiga, tão espeça
Navegando eu tô, perdido estou
Tentando seguir seus lábios, de Amor

Mauricio Caldeira Filho

Versos Apenas...


É muito Incrível, olhar e ver o verso
Incompleto na mente, imperfeito no papel
E fantástico ver a musica sendo feita
E muito mágico sentir fluir os versos da cabeça

Versos vagos juntos numa estrofe
Que dor é separa-los pela vírgula
E pelos pontos. Triste separação.
Mas é belo vê-los em seus lugares

Versos de amor, que falam com a alma
Versos de amizade, que se transam coração
Versos de critica, que são indiscretos
E os versos que faço pra você.

Versos indescritíveis, descritos apenas
Pelo amor que nos cerca
Junto num elo, forte, inquebrável
Tão real quando a água que me toca na chuva

Real, que posso senti-lo agora
Sem precisar fazer força
Com um ar de nobreza
Com esse teu ar de beleza.

Mauricio Caldeira Filho

Será um poema?

Eu falo assim
Normal de mim
Se fosse um poema
Seria quase assim

Nem assim é, pois minha realidade é assim
Se sou uma rima, uma rima serei
Rima tão bela, como a donzela que me apaixonei
Rima tão linda, quando a sua beleza que me fascina

Achei sem nunca procurar, sem nada a encontrar
Procurei sem achar, o amor que queria lhe dar
Sem achar a dor pra me afastar
Nem o ar para falta

Não achei nada, e sem nada viverei
Pois você não foi um ponto nem um capitulo
Mas foi uma frase com inicio, meio e fim
Fim trágico eu sei, mas é melhor

Do que a trágica marca que eu deixei
Dentro do peito do autor, das poesias
Que lhe dei, nem o amor ficou
Pois a te ele se foi, pelo menos o seu foi.

Mauricio Caldeira Filho

Tristeza ou Amor

O pranto que corre no seu rosto
Faz com que minha alma pene
No ar da sua solidão
Parece que tudo acabou

Mesmo quando parece que tudo não se foi
Nem mesmo quando seu amor afastou-se de mim
Nem quando me incendiastes com o seu perdão
Nem quando me enforcou dizendo que não me ama

Tudo já foi passado quando você voltou
A alegria do dia que eu te encontrei voltou
A beleza do meu jardim voltou
Pois minha mas bela flor voltou

Desejo que fique e não vá mais
Não sei se aguentarei novamente sua ausência
Nem sei se aguentarei ver-lhe em outros braços
Braços que não te tratam com amor
 

Amor que lhe devo, e quero dar
Amor que pra alguns parece inútil
Mas, é um amor que pra mim é nessesario
 

Amor que acende a luz do dia
Amor que me nutre
Amor que quero viver com você
Amor que cresce quando te vê

Mauricio Caldeira Filho

Mas um que faz diferença

Tentando não errar como outros erram
Nem mentir como outros mentem
Quero ser fiel na luta, persistente na batalha
Quero estar aqui perto onde possas me ver

Estar perto quando precisares
Quando suas lagrimas rolarem
Quero estar perto para pega-las
Para que não se percam no chão

Ser presente nas alegrias
Pois, sei que viveremos muitas
Ser presente, quando no dia do seu aniversario
Seja eu a primeira pessoa a começar a festa

Ter um amor inabalável e eterno
Até que a morte nos separe
Mas, mesmo separados, nossa amizade
Estará gravada num lugar que nunca será perdido

Num lugar quentinho
No lugar onde nossas dores serão divididas
No lugar onde nossos sentimentos arderam
No lugar de onde você nunca sairá

Meu coração onde seu nome esta gravado
Com molduras feitas por nós
Nos nossos dias
Dias que sempre lembrarei, e nenhum esquecerei

Mauricio Caldeira Filho

Recado da Amizade

Meus dias foram mágicos
O que eu posso lembrar.
Desse dia tão lindo que eu pude desfrutar
Com um ar renovado, com muito amor pra dar

Com olhos alegres famintos de felicidade
Com um anseio, gigantesco da minha realidade
Laços tremendos, que pude realizar
Tardes horrendas que pude evitar

Orkut's como o seu que pude visitar
Álbuns como os seus eu pude apreciar
Fotos como as suas eu pude deslumbrar
Palavras como as suas eu pude me alimentar

Felicidade tanta que nem com mil poemas eu posso expressar
Nem muito menos com simples gestos poderia exemplificar
Mas faço o que posso, faço esse poema
Para poder lhe dar.
 

Mauricio Caldeira Filho

Você é minha luz, minha estrela

Luz que brilha lá no céu
Na noite escura a me velar
Luz intensa, tão bonita
Estrela linda preferida

Estrela será que pode ser minha
Para que no meu dia possa brilhar
E com seu amor me encantar
E com sua voz me alucinar

Nos dias de medo me consolar
Nos dias frios me aquecer
Nos dias maus me apoiar
Porque você é a força que me faz seguir

Até que um dia te verei sorrir
Sorriso que no meu céu faz brilhar
Até quando nosso amor nos encontrar
E fazendo assim nossa eternidade reinar

Mauricio Caldeira Filho

Como te quero

Quero um pouco do seu amor
Quero sentir o seu sabor.
Quero sentir seu perfume
Quero sentir sua boca

Quero sentir seu corpo ao meu tocar
Quero apreciar seu olhar, como se fosse o ultimo
Sentir seu cheiro, unico seu que me alucina
Pareço um drogado onde minha unica droga é você

Como te quero, sem saber como querer
Queria te ter perto, mesmo estando longe
Queria te ver, perto quando nem de longe vejo
Queria te sentir quente quando frio estou.

Queria um dia de um ano, para me entregar a ti
Me entregar ao prazer, do nosso amor desfrutar
Aproveitar nesse dia o que tanto esperei
O que tanto Desejei.

Como desejo ter um abraço com carinho
Como desejo um beijo sem espinhos
Como desejo um tempinho ao seu lado
Como desejo você a minha espera

Mauricio Caldeira Filho

Ilusão, do sonhador

Se eu pudesse te ter em meus braços
Beijar-lhe-ia e nunca cansar-me-ia
Se eu pudesse ao menos lhe tocar
Eu te abraçaria sem nunca me queixar

Se um dia eu pudesse viver, queria que fosse com você
Um dia de sol ou de chuva, quente ou frio
Não importa o que vai importa é que você esta ali comigo
Não haverá lágrimas

Eu nunca faria você chorar
Seus prantos são como trovões
Triste e ferozes
Tristeza que nunca quero ver em seus olhos que mulher

Pareço criança quando estou nos seus braços
Sendo mimado, acariciado
Sendo enfim amado
Amor que nunca experimentei com tanta vontade

Amor que nunca senti tão real
Confusa realidade que me cerca
Confusão eu faço quando me beijas
Nos seus beijos eu me desfaço, e me refaço

Mauricio Caldeira Filho

Ferida da morte

Pena que tenha que ser assim
Tudo que acontece na vida
Retorna como uma flecha
Lançada pelo inimigo.

Tentando alcançar
A vila dos desejos humanos
Interrompidos pelo estampido da bala
Que corta o peito, e estraçalha a alma

Levando consigo o ultimo ar de esperança
O ultimo ar da gloria de uma guerra perdida
Perdida no tempo e no espaço
Sem tempo nem lugar para guerrear

Minha paz desgarrada, tentando entrar
Passando pela porta póstuma.
Liberdade morta... Suja
Sujeira que predomina na minha carne

Carne podre
Sendo devorada pelos abutres da falsidade,
Urubus que comem os restos da minha alma,
Espalhada pelo chão morta
Pela morte que você me ofereceu.

Mauricio Caldeira Filho

Caminhos Distintos


São tantos caminhos que nos levam a um único destino
Uns turbulentos e perigosos, outros calmos e aconchegantes
Caminhos que nos mostram sonhos, ou pesadelos
Estradas aberta numa única direção

Mas qual é essa direção?
Para onde esta apontada a seta do meu coração?
Perguntas que me calam, mas que nunca se calam
Fatos, que se renovam a cada instante

Em cada estante, que está separada nossas conquistas
E cada vitória enumerada de acordo com nosso amor
Pois nossas conquistas não foram poucas
Nem nosso amor foi finito.
 

Mas foi pelos mais altos montes da Terra
Que nos subimos e descemos.
Com nossas brigas, Tristeza
E com nossa alegria, Amor

Mauricio Caldeira Filho

Mangas Assassinas

Um dia passeando nos meus pensamentos
Pensei, que esta andando nas ruas da minha ilusão
Parei, vi uma cena que ecoava na minha razão
Então vi...

Umas mangas rosa, outra azuis
Umas armadas prontas para matar
Outras prontas para amar,
Umas virariam sucos
Outras se destinavam a procriação
 

Umas me impressionaram com seu ódio
Armadas até os dentes dos seus ácidos
A bombardear outras arvores
Pensei, até aqui disputa de terra

Até então pensei que era um sonho
Que logo com um beliscão passaria
Estava redondamente enganado
Como aquela redonda manga

Arma com uma arma que traria meus pesadelos a tona
Desesperado eu fugi, tentei correr
Com seu poder me atingiu
Quando me espantei, cai da cama.

Mauricio Caldeira Filho

Minha Prisão

Parece ser involuntário minhas duvidas
Chegam a ser doentias
Uma doença, que parece sem cura
Incurável, maligna e sem remédios
Para aliviar minha dor
Dor pequena, que causa grandes estragos
Finjo não senti-la
Me iludindo, sem saber que estou me afundando
Cavando uma cova tão profunda quando
O rio que corre dos meus olhos
Um rio de prantos causados por essa dor
Por essa doença
Lágrimas que escorrem o sangue da minha vergonha
Minha vergonha, vergonha te amar
Vergonha de desejar
Vergonha do mal
Vergonha de mim
Sinto-me amordaçado sem poder falar
Palavras presas na minha garganta
Que não param de jorrar, o sangue nos meus olhos
Tudo por causa dessa dor
Que você causou em mim.

Mauricio Caldeira Filho

Confusão...

Real é a confusão da minha mente
Confundindo um amor platônico
Com um amor verdadeiro
Mas o que seria os dois?

A realidade que me construiu
E a mesma que me prendeu
Enjaulou-me em seus prazeres
Prazeres pecaminosos e imundos

Que me revestiam, me cobrindo
Por completo, e por completo me acabando
Fazendo da minha realidade irreal
Dos meus prazeres um ardor

Reagindo com meus pensamentos
Pútridos, e com minha carne imunda
Preso fui, sem nunca ter pecado
Nem ao menos negado

Fiz da minha vida irreal um circo
Onde minha maior loucura era
Pensar que um dia tinha te perdido
Pensar que um dia te magoei
 

Fiz dos meus pesadelos, minha fonte de vida
Fiz da minha insanidade meu antídoto
Usei do mal para praticar o meu bem
Fiz, do meu ódio nascer o amor


Amor que perdi quando minha confusão
Tornou-se real, e fez você ser minha falsidade
Destrui tudo isso para voltar aos seus braços
Onde sei que minha loucura passará
E se fará a minha verdadeira realidade
 

Mauricio Caldeira Filho

Minha Rima

Rima minha que nunca foi minha
Pois um dia fosse minha
Seria tão boa quanto
As minhas poesias, mas será que são boas?

Se minha rima fosse boa
Minha dor se esvaia
Meu ar acabaria
Minha pele se esfriaria

Se minha rima fosse boa
Os pensamentos andariam
Sem um caminho se perdiam
Com uma dor a desejar

Meu coração esta a penar
Nessa terra a vagar
Sem mais ninguém para amar
Sem nem mesmo o ar, para me afagar

Será que minha rima é tão ruin?
Que eu não consiga respirar
Sem um suspiro para ti soltar
Nem meu olhar...

Nem mesmo os olhos que miravam outros olhos
Seriam os mesmo olhos seus
Se minha rima fosse boa
Os sinos badalariam como a rima.

Rima que incidia nos meu pesar
O amor que me faria herdar
A herança do nosso amor
Estou a Orar..

Mauricio Caldeira Filho

Amores Póstumos

Vida impetuosa e sofrida
Dor tão triste foi sua despedia
Não mais te veria, nem te beijaria
Oh... O que farei sem tua companhia

Tão triste é meu dia, sem sua alegria
Como é fria minha noite, sem te colo que me aquecia
Como eram bons os dias,
Que seus lábios se confundiam com os meus

Como foi triste o dia, que te via
Sem aquela cor que tanto apreciava
Muito triste, esse sentimento que me corroi
Sem me consumir.

Como triste é a minha noite
Sem suas cantigas de ninar
Sem os abraços antes de jantar
Sem seu perfume para me alegrar

Como agora posso ser tão frio
Se você esta tão quente a me abraçar
Enclausurado nessa morte, sem poder te beijar


Mauricio Caldeira Filho