domingo, 13 de março de 2011

Confusão...

Real é a confusão da minha mente
Confundindo um amor platônico
Com um amor verdadeiro
Mas o que seria os dois?

A realidade que me construiu
E a mesma que me prendeu
Enjaulou-me em seus prazeres
Prazeres pecaminosos e imundos

Que me revestiam, me cobrindo
Por completo, e por completo me acabando
Fazendo da minha realidade irreal
Dos meus prazeres um ardor

Reagindo com meus pensamentos
Pútridos, e com minha carne imunda
Preso fui, sem nunca ter pecado
Nem ao menos negado

Fiz da minha vida irreal um circo
Onde minha maior loucura era
Pensar que um dia tinha te perdido
Pensar que um dia te magoei
 

Fiz dos meus pesadelos, minha fonte de vida
Fiz da minha insanidade meu antídoto
Usei do mal para praticar o meu bem
Fiz, do meu ódio nascer o amor


Amor que perdi quando minha confusão
Tornou-se real, e fez você ser minha falsidade
Destrui tudo isso para voltar aos seus braços
Onde sei que minha loucura passará
E se fará a minha verdadeira realidade
 

Mauricio Caldeira Filho

Nenhum comentário:

Postar um comentário