Que as asas da morte me levem
Preso na sua garra infiel
Na sua garra que estraçalha minha alma
Alma morta vendida ao vento
Leve-me pra longe, onde já não possa ver
O seu sofrimento sem culpa
A sua dor sem desculpa
Seus olhos a sangrar, o seu sangue derramar
Não aguento ver a seu corpo mutilado
Com as marcas do nosso amor
Amor proibido e cruel
Amor tão grande, e que lhe causou tanta dor
Dor sua não conseguir ver
Essa dor eu queria lhe poupar
Pondo-me em seu lugar
Eu aguentaria sentir
Pois ai seria punido
Por esse amor tão bandido
Por esse amor tão lindo
Por esse amor tão sofrido
Aguentaria a forca
Pois, saberia que minha dor foi justa
Justa porque pude ver-te viva
Pois sua vida é nobre e a minha tão pobre
Autor: Mauricio Caldeira
Nenhum comentário:
Postar um comentário