domingo, 13 de março de 2011

Minha Prisão

Parece ser involuntário minhas duvidas
Chegam a ser doentias
Uma doença, que parece sem cura
Incurável, maligna e sem remédios
Para aliviar minha dor
Dor pequena, que causa grandes estragos
Finjo não senti-la
Me iludindo, sem saber que estou me afundando
Cavando uma cova tão profunda quando
O rio que corre dos meus olhos
Um rio de prantos causados por essa dor
Por essa doença
Lágrimas que escorrem o sangue da minha vergonha
Minha vergonha, vergonha te amar
Vergonha de desejar
Vergonha do mal
Vergonha de mim
Sinto-me amordaçado sem poder falar
Palavras presas na minha garganta
Que não param de jorrar, o sangue nos meus olhos
Tudo por causa dessa dor
Que você causou em mim.

Mauricio Caldeira Filho

Nenhum comentário:

Postar um comentário