Arrancar-me desse sentimento fútil
Me desprender do anoitecer
Livrar-me dessa doença.
Desse ardor, desse fogo
Dessa culpa, sem desculpa
Não me perdoou por viver
Pois, tudo vem pelo amanhecer
Nem a bela vista do jardim
Me livra de algo assim
Nem seu pranto, me da pena
Só sua dor que me vale a pena
Febril estou, minha carne podre
Você está a jogar no lixo da cidade,
Nesse lugar tão deserto. Um bueiro aberto,
Que vai dar em só um lugar...
...No lixão do Aurá...
Mauricio Caldeira Filho
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