domingo, 13 de março de 2011

Alucinação

Quero me livrar desse corpo inútil
Arrancar-me desse sentimento fútil
Me desprender do anoitecer
Livrar-me dessa doença.

Desse ardor, desse fogo
Dessa culpa, sem desculpa
Não me perdoou por viver
Pois, tudo vem pelo amanhecer

Nem a bela vista do jardim
Me livra de algo assim
Nem seu pranto, me da pena
Só sua dor que me vale a pena

Febril estou, minha carne podre
Você está a jogar no lixo da cidade,
Nesse lugar tão deserto. Um bueiro aberto,
Que vai dar em só um lugar...
 

                                                                         ...No lixão do Aurá...
 

Mauricio Caldeira Filho

Nenhum comentário:

Postar um comentário