sábado, 8 de janeiro de 2011

Hoje

Hoje, o arrependimento me toma o tempo
Me arrependi de ter amado como nunca amei
Me arrependi de ter arriscado tudo.
Eu aprendi que esse arrependimento não vale mais

Eu descobri que não importa quanto eu tente
Reviver o passado, ele já passou, e nunca mas irá voltar
Não adianta lutar em uma batalha que não se tem um lado.
Uma luta onde o inimigo sou eu mesmo.

Conhecendo tudo sobre o inimigo mas mesmo assim
Com medo de atacá-lo.
Tentei reviver esse passado, que assombra os meus pensamentos
Pensamento que assim como lembranças me fizeram rir e chorar

Mais tão doloroso quanto uma perda, e muito mas profundo
Que um fosso sem fim.
Muito mais real que o amor que eu pus sobre nossas vidas.
Tentei superar essa derrota.

Essa derrota que invade meus dias
Retornando como um vulcão que volta a ativa
Reacendendo uma paixão quase morta pelo tempo
Tempo que foram anos, mas que pareceram horas
Quando vi seu rosto novamente

Quando vi no final da escuridão uma chama que brilhava
E brilhava tanto quanto o sol.
Parece-me que algo renasceu.
Mas será isso de novo? – me perguntei várias vezes

Só obtive uma resposta que não queria obter
 

Uma resposta que mudaria o tempo
E que faria tudo voltar, àqueles tempos
Que nos eram como um só
Mas eu me fiz outra pergunta
Será que agora é verdadeiro? – ou vai ser apenas aquela ilusão novamente...

Mauricio Caldeira Filho

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