terça-feira, 4 de janeiro de 2011

O Mundo Que Me Possui

Que mundo sem perdão
A noite cai, e esse sentimento que corroí minha alma.
Volta com mais intensidade e força a cada noite.
Mudanças como o vento é cada vez mais visível
Quando mudam causam desastres
Como nunca antes visto pelo homem
São lembrados com angustia.
Com medo, e é pelo medo que hoje me faço.
Que me refaz e que me molda
Em um molde que nunca foi usado
E nunca mais será.
Pois sou um corpo sem forma.
Sem alma. Que possa nunca mais se sentir assim.
Ainda bem que existi pessoa dispostas a modelar esse corpo.
Sem forma. Pessoas que estão dispostas a fazer com que nem um mal abale esse corpo.
Que nenhum mal se faça presente nesse corpo sem forma.
Uma forma que nem a todos agradaram.
Nem todos gostaram.
Mas que muitos odiaram.
Desprezaram e com muito orgulho enfim o destruíram
Eles o consomem com um fervor descontrolado
Com uma força que jamais foi vista
Se aproveitando de sua única alegria.
Alegria que foi hoje está morrendo
Como a vida como a alma que antes nesse corpo morava...

Mauricio Caldeira Filho

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