sábado, 8 de janeiro de 2011

Sem Cor

Sou o que sempre fui. Ando como sempre andei
Guardo-me atrás da escuridão vazia do meu pensamento
Sou o Ar que corre no meu peito
Sou o elemento mas instável da terra

Não fui odiado como queria ser
Nem fui mal falado como meus pais queriam que eu fosse
Não fui um bom filho quando meus pais me fizeram ser pai
Nem fui um sábio quando na minha tolice cai, quando do cavalo fui derrubado
Não fui hipócrita quando menti que não te amava
Não ardi em febre quando vi seu rosto se esvair no meu pensamento

Só senti... O triste cântico nos meus ouvidos a tocar
Arrepiando-me o simples toque dessa suave melodia
Esqueci-me do que não deveria esquecer
Mesmo sendo o mais vago beijo
Ou o mais quente dos abraços

Realizei-me no dia em que a força que me afastava de você
Transformou-se, na força que aumenta nosso amor
Como manteiga derretida vi o céu nesse dia
Com o amarelo que começava a pintar novamente
Minha vida Preto e Branco

Mauricio Caldeira Filho

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